Uma mulher de 33 anos foi detida na madrugada da última segunda-feira (02) após abandonar a filha de 11 anos em um posto de combustíveis na Avenida Maruípe, em Vitória. De acordo com a Polícia Militar, a criança foi encontrada sozinha no local por volta de 2h30 da manhã, enquanto a mãe estaria consumindo bebidas alcoólicas e drogas em uma distribuidora localizada em frente ao posto.
Tentativa de vender a filha
Segundo testemunhas, a situação se agravou quando a mulher teria tentado vender a menina a desconhecidos em troca de mais bebidas e drogas. A atitude gerou revolta entre pessoas que estavam no local, que acionaram a polícia.
Indignação nas redes sociais
O caso repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde moradores e internautas demonstraram espanto e indignação com o comportamento da mãe.
“Meu Deus, como pode existir pessoas assim, querendo negociar a própria filha? Vocês já pensaram o que essa criança deve passar nas mãos dessa mulher? Isso é inadmissível”.
desabafou uma moradora que preferiu não se identificar.
Outra internauta também criticou a situação:
“Enquanto muitas mulheres sonham em ter uma criança para proteger, outras querem fazer maldade com a filha”.
disse.
Mãe apresentava sinais de embriaguez
Ao chegar ao posto, os policiais constataram que a mulher apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ela recebeu voz de prisão pelo crime de abandono de incapaz.
Encaminhamento à delegacia
A menina e a mãe foram levadas para a Delegacia Regional de Vitória. No local, o companheiro da suspeita — e padrasto da criança — compareceu e foi informado pelos policiais sobre o ocorrido. Ele relatou que a mulher já teria perdido a guarda de outras duas filhas em situações anteriores.
A suspeita optou por permanecer em silêncio e não quis apresentar sua versão dos fatos.

Atuação do Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar assumiu o caso e informou que irá aplicar as medidas de proteção necessárias. Entre as possibilidades estão a reintegração familiar, caso haja condições para isso, ou, em última alternativa, o acolhimento institucional da menina.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que a ocorrência ainda estava em andamento e que mais informações seriam divulgadas após a conclusão dos depoimentos.
Ouvida e liberada
Segundo informações apuradas pela reportagem, a mulher foi ouvida e posteriormente liberada por falta de provas. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados para preservação da identidade da criança.
Atualização
Segundo a Polícia Civil, a suspeita, de 32 anos, foi levada à Delegacia Regional de Vitória, onde foi ouvida e posteriormente liberada, já que não foram encontrados indícios suficientes para a prisão em flagrante.
A investigação seguirá sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
