Um homem de 52 anos, apresentando sinais de embriaguez, foi preso na noite da última quarta-feira (03), no bairro Porto de Santana, em Cariacica, após ameaçar matar a própria esposa, de 36 anos. Ao ser abordado pela Polícia Militar, ele ainda tentou agredir os policiais. O nome do suspeito não foi divulgado para preservar a vítima.
Ameaças e violência
Segundo o boletim de ocorrência, o homem chegou à residência embriagado e passou a fazer ameaças de morte contra a esposa. Ele afirmava que pegaria uma faca para matá-la e dizia que, se fosse preso, a mataria ao sair da prisão. A mulher, temendo por sua segurança, aguardou do lado de fora da casa até a chegada da polícia.
Filho da vítima impede tragédia
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito sendo contido pelo filho da vítima, que evitou que ele pegasse uma faca dentro da residência.
Confronto com a polícia
Durante a tentativa de prisão, o homem desobedeceu às ordens e avançou de forma agressiva contra os militares. Foi necessário o uso de uma arma de choque para contê-lo e algemá-lo. O suspeito sofreu arranhões e dois pequenos ferimentos no abdômen causados pelos dardos da arma de choque. A esposa não apresentou lesões no corpo.
Autuado em flagrante
O homem foi conduzido à 4ª Delegacia Regional de Cariacica e autuado em flagrante pelos crimes de injúria, calúnia e ameaça, de acordo com a Lei Maria da Penha. Ele também foi autuado por resistência à prisão e encaminhado ao presídio, onde permanece à disposição da Justiça.
Rede de proteção reforça canais de denúncia
Casos de violência doméstica, como o ocorrido em Cariacica, continuam frequentes e, muitas vezes, difíceis de serem denunciados pelas vítimas. Especialistas e autoridades reforçam a importância dos canais de atendimento e acolhimento.
Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda pelo Disque 180, que oferece suporte, orientações e encaminhamentos. Em emergências, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.
A Lei Maria da Penha garante uma série de medidas protetivas, como o afastamento do agressor, proibição de contato, apoio psicológico, assistência social e acompanhamento jurídico, fundamentais para a proteção e recuperação das vítimas.
