Uma mulher de 38 anos foi vítima de uma tentativa de feminicídio após encerrar o relacionamento com um homem que conheceu pela internet. O ataque ocorreu na última segunda-feira (01), em Piúma, no Litoral-Sul do Espírito Santo.
O relacionamento
De acordo com a vítima, o suspeito parecia confiável no início das conversas online, mas com o tempo demonstrou atitudes problemáticas, levando-a a interromper o contato. Mesmo bloqueado, ele insistiu em retomar o relacionamento.
Após alguns meses, a mulher decidiu dar uma nova chance ao suspeito, e os dois se encontraram pessoalmente em setembro deste ano. Ele convenceu a mulher e seu filho de 16 anos a se mudarem para sua casa, alegando que deveriam morar juntos.
Comportamento agressivo
Durante quase três meses de convivência, o comportamento do homem se agravou.
“Ele é um cara confuso, uma pessoa totalmente confusa, uma pessoa má”.
relatou a vítima.
Ataque na crocodilagem
No último fim de semana, após uma conversa em que a mulher decidiu terminar o relacionamento, o homem a atacou com uma facada na barriga enquanto ela dormia. A vítima foi socorrida e se recupera, enquanto o suspeito fugiu.
Apenas 6 meses preso por ter matado ex-companheira
Somente após a tentativa de feminicídio, a mulher descobriu que o homem já havia sido preso por matar uma ex-companheira, ficando apenas seis meses no sistema prisional.
“Eu espero que ele pague, porque ele já matou uma mulher, já matou uma pessoa”.
afirmou.
Sejus confirma passagem do indivíduo
A Secretaria de Justiça do Espírito Santo (Sejus) confirmou que o suspeito esteve no sistema prisional entre setembro de 2018 e março de 2019 pelo crime de feminicídio.
Investigação em andamento
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação na Delegacia de Polícia de Piúma, e até o momento nenhum suspeito foi detido. O nome do suspeito não foi divulgado para preservar a vítima.
Rede de proteção reforça canais de denúncia
Casos de violência doméstica, como o ocorrido em Piúma, continuam frequentes e, muitas vezes, difíceis de serem denunciados pelas vítimas. Especialistas e autoridades reforçam a importância dos canais de atendimento e acolhimento.
Mulheres em situação de risco podem buscar ajuda pelo Disque 180, que oferece suporte, orientações e encaminhamentos. Em emergências, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.
A Lei Maria da Penha garante uma série de medidas protetivas, como o afastamento do agressor, proibição de contato, apoio psicológico, assistência social e acompanhamento jurídico, fundamentais para a proteção e recuperação das vítimas.
