A contribuição mensal dos Microempreendedores Individuais (MEI) terá aumento a partir de 2026. A mudança acompanha o reajuste do salário-mínimo, definido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada no Congresso Nacional e confirmado em edição extra do Diário Oficial da União.
Com o novo piso nacional fixado em R$ 1.627, valor cerca de 7,2% maior em relação a 2025, os boletos do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) passam a ter novos valores. O primeiro pagamento com reajuste vence em 20 de fevereiro de 2026.
Para a maioria dos microempreendedores, a contribuição mensal ficará entre R$ 82,35 e R$ 87,35, a depender da atividade exercida. Já no caso do MEI Caminhoneiro, que possui alíquota diferenciada, o valor pode chegar a R$ 200,24.
Segundo o Sebrae, a atualização é automática e obrigatória, inclusive para os MEIs que estejam temporariamente sem atividade. “A contribuição do MEI é baseada em 5% do salário-mínimo, somada a impostos fixos, o que torna o reajuste anual inevitável com a atualização do piso nacional”, explica a entidade.
Valores do DAS-MEI em 2026
Com o aumento do salário-mínimo, as contribuições mensais ficam definidas da seguinte forma:
- Comércio e Indústria: R$ 82,35;
- Serviços: R$ 86,35;
- Comércio e Serviços: R$ 87,35.
Os valores incluem a contribuição ao INSS, equivalente a 5% do salário-mínimo (R$ 81,35), acrescida de R$ 1 de ICMS para atividades comerciais ou R$ 5 de ISS para prestação de serviços.
Para o MEI Caminhoneiro, que recolhe 12% do salário-mínimo ao INSS, a contribuição varia entre R$ 196,24 e R$ 200,24, conforme o tipo de carga transportada e o destino das entregas.
Benefícios garantidos
Mesmo com o reajuste, manter os pagamentos em dia assegura ao microempreendedor acesso a importantes benefícios previdenciários, como:
- Aposentadoria por idade ou invalidez;
- Auxílio-doença;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte;
- Auxílio-reclusão para dependentes.
Importância do MEI no Brasil
Criado em 2008, o modelo de Microempreendedor Individual já reúne mais de 13,1 milhões de cadastros ativos, representando mais da metade das empresas formalizadas no país. O MEI segue sendo a principal porta de entrada para a formalização de pequenos negócios no Brasil, contribuindo para a geração de renda e inclusão previdenciária de milhões de trabalhadores.
