O novo reajuste da tarifa do Sistema Transcol, que atende a Grande Vitória, será definido nesta sexta-feira (09), durante reunião do Conselho Tarifário. O horário do encontro ainda não foi divulgado oficialmente. Caso o aumento seja aprovado, os novos valores devem começar a valer a partir do próximo domingo, dia 11 de janeiro.
Em nota ao jornal Folha Vitória, a Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) informou que os detalhes da decisão só serão divulgados após o encerramento da reunião. Atualmente, a tarifa do Transcol é de R$ 4,90 de segunda a sábado e R$ 4,30 aos domingos e feriados.
No entanto, um parecer técnico obtido pela reportagem do Folha Vitória aponta que o reajuste previsto é de 4,08%. Com isso, a passagem passaria de R$ 4,90 para R$ 5,10 nos dias úteis. Já aos domingos e feriados, o valor subiria para R$ 4,50, representando um aumento de 4,65%. A tarifa do serviço Bike GV também seria reajustada de R$ 2,40 para R$ 2,55.
Segundo o documento, o reajuste anual segue regras contratuais estabelecidas, com base em uma fórmula paramétrica que considera indicadores como custos com mão de obra, diesel, frota de veículos e salários.
Valores previstos com o reajuste
- Dias úteis: de R$ 4,90 para R$ 5,10 (4,08%);
- Domingos e feriados: de R$ 4,30 para R$ 4,50 (4,65%);
- Bike GV: de R$ 2,40 para R$ 2,55 (4,08%).
Tarifa do Transcol entre as menores do país
O parecer técnico também destaca que, mesmo com o reajuste, a tarifa do Sistema Transcol continuará entre as mais baixas das regiões metropolitanas brasileiras. O levantamento compara valores praticados em outras capitais e aponta que apenas São Paulo e Belo Horizonte já têm reajustes definidos para 2026.
Confira a comparação:
- Grande Vitória (a partir de 12/01): R$ 5,10;
- Salvador: R$ 5,20;
- Natal: R$ 5,20;
- Rio de Janeiro: R$ 5,95;
- Curitiba: R$ 6,00;
- São Paulo: R$ 6,35;
- Florianópolis: R$ 6,50;
- Belo Horizonte: R$ 8,95;
- Porto Alegre: R$ 10,00.
Estudantes criticam o aumento
O possível reajuste tem gerado críticas, especialmente entre estudantes. Em entrevista ao Folha Vitória, o coordenador-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Pedro Lucas Fontoura, afirmou que a entidade é contrária ao aumento.
“O DCE se posiciona contra o reajuste de tarifas, entendendo que ele funciona como um amortecedor para manter a margem de lucro das empresas. Enquanto diversas cidades debatem a tarifa zero, Vitória segue travada nessa discussão”.
afirmou.
Pedro Lucas também criticou as limitações do benefício estudantil. Segundo ele, o tíquete possui restrições quanto a dias de uso, linhas específicas e limite de viagens. “Mesmo com redução ou passe livre, muitos estudantes acabam tendo que complementar a passagem, o que gera prejuízo financeiro”, destacou.
Com a decisão prevista para esta sexta-feira, a expectativa é de que o aumento impacte diretamente o orçamento da população capixaba nos próximos dias, caso seja confirmado pelo Conselho Tarifário.
Créditos de apuração e reportagem
A presente reportagem foi elaborada com base nas informações apuradas e publicadas pelo jornal Folha Vitória. Nossa equipe utilizou os dados obtidos por esse veículo como referência principal para a construção desta reportagem.
Agradecemos a toda equipe pelo trabalho jornalístico e pela contribuição à disseminação da informação.
