Uma operação conjunta da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) resultou na prisão preventiva de um professor de 46 anos, investigado pelos crimes de estupro de vulnerável, assédio sexual e exploração sexual de crianças e adolescentes, no município da Serra. A ação foi realizada na última quinta-feira (08), mas a informação só foi divulgada oficialmente na noite deste domingo (11).
A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), com apoio da Subsecretaria de Inteligência (SEI) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e da Guarda Municipal da Serra. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra o investigado.
Abuso da função pública
De acordo com as investigações, o suspeito se aproveitava da posição de professor da rede pública de ensino para aliciar, assediar e abusar sexualmente de estudantes do sexo masculino, com idades entre 10 e 16 anos. A maioria das vítimas apresentava baixo rendimento escolar, fator que, segundo a polícia, era utilizado pelo investigado como forma de coação e manipulação.
As apurações apontam que o professor oferecia melhorias nas notas escolares e até valores em dinheiro em troca de favores sexuais e do envio de imagens com conteúdo pornográfico. O investigado teria se aproveitado da vulnerabilidade das vítimas para convencê-las e dar continuidade aos abusos.
Coletiva de imprensa
A Polícia Civil informou que todos os detalhes da investigação serão apresentados em uma coletiva de imprensa marcada para esta segunda-feira (12), na Chefatura da Polícia Civil. Até o fechamento desta reportagem, não foram repassadas mais informações sobre o caso. O texto será atualizado assim que novos dados forem divulgados pelas autoridades.
Sigilo e proteção às vítimas
Em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes dos envolvidos e quaisquer informações que possam levar à identificação das vítimas estão sendo preservados. A Polícia Civil reforça que o sigilo é fundamental para garantir a segurança e a integridade psicológica das crianças e adolescentes envolvidos no caso.
