Um sujeito de 37 anos, que não teve o nome divulgado, foi detido suspeito de abusar de uma menina de 7 anos na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, na orla de Jacaraípe, na Serra. O caso aconteceu no último domingo (11) e foi denunciado pela mãe da vítima, que presenciou o momento da abordagem.
Como tudo aconteceu
De acordo com o relato da mãe, a criança brincava em um parquinho da orla quando o suspeito se aproximou alegando que estava vendendo amendoim. Após a menina recusar a compra, o homem insistiu e chegou a entregar um “papelzinho” para ela.
Em seguida, a garota deixou o parquinho e se sentou próximo à mãe, mas o suspeito a seguiu, sentou ao lado e continuou a insistir. Foi nesse momento que, segundo a mulher, ele tentou fazer com que a criança tocasse suas partes íntimas.
“Ele veio para pegar na mãozinha dela, para minha filha encostar nas partes íntimas dele. Foi quando eu levantei, puxei ela e empurrei ele”.
disse a mãe em entrevista ao Folha Vitória.
Tentativa de fuga e prisão
Após ser confrontado, o homem saiu correndo em direção à praia. A mãe da criança acionou a Polícia Militar e continuou acompanhando o suspeito à distância. Ele seguiu pela faixa de areia até ser localizado e detido por uma equipe da PM.
“A viatura chegou, os policiais abordaram o homem e todos nós fomos para a delegacia. Quando me viu, ele disse: ‘Perdão, senhora, eu fiz besteira e tenho que virar um sujeito homem’”.
relatou a mãe.
Audiência de custódia e liberdade
A Polícia Civil informou que o suspeito foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável na Delegacia Regional da Serra e posteriormente encaminhado ao sistema prisional. Porém, na quarta-feira (14), durante audiência de custódia, ele recebeu alvará de soltura conforme decisão judicial.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Estado da criança
Segundo familiares, a menina está sendo acompanhada de perto e encontra-se bem. “Como mãe, fiz de tudo para proteger a minha filha. Eu faria tudo de novo”, concluiu a mãe.
Os nomes dos envolvidos foram preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante sigilo em casos envolvendo vítimas menores de idade.
