Um servidor público de 43 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso dentro do prédio da Prefeitura de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, na tarde desta última quarta-feira (21). Ele foi condenado a 11 anos, dois meses e 12 dias de prisão por estuprar uma menina de nove anos em 2015, durante uma excursão religiosa.
A prisão foi realizada pela Guarda Municipal de Colatina em cumprimento a um mandado expedido pela 3ª Vara Criminal de Linhares. Para preservar a identidade da vítima, o nome da mãe e da jovem não foi divulgado. Em entrevista à produção da TV Gazeta, a mãe relatou que os primeiros abusos ocorreram durante uma excursão para São Paulo organizada por uma igreja, quando a filha ainda tinha nove anos. Hoje, a vítima tem 21 anos.
Entenda o caso
De acordo com o relato da mãe, o servidor fazia parte da equipe responsável pela viagem religiosa e teria cometido os abusos tanto durante o trajeto quanto no alojamento onde o grupo ficou hospedado. Em 2017, dois anos após o primeiro episódio, uma nova excursão ao mesmo destino ocorreu — e os abusos teriam se repetido, mesmo com familiares presentes.
A mãe afirma que a filha levou cerca de cinco anos para conseguir revelar o que havia acontecido. A denúncia deu início à investigação que resultou na condenação e posterior cumprimento da ordem de prisão.
Posicionamento da Prefeitura de Colatina
Em nota enviada a A Gazeta, a Prefeitura de Colatina informou que tomou conhecimento da prisão na tarde de quarta-feira. O servidor é concursado desde 2019 e atuava na Secretaria de Administração. A administração municipal afirmou que a Procuradoria-Geral do Município analisará possíveis medidas administrativas assim que tiver acesso à decisão judicial.
O que diz a Polícia Civil
Segundo a Polícia Civil, o servidor foi levado para a Delegacia Regional de Colatina, onde o mandado de prisão pelo crime de estupro de vulnerável foi formalmente cumprido. Depois disso, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do município.
Créditos de apuração e reportagem
A presente reportagem foi elaborada com base nas informações apuradas e publicadas pelo jornal A Gazeta. Nossa equipe utilizou os dados obtidos por esse veículo como referência principal para a construção desta reportagem.
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