Você está conversando com alguém, pensa em algo para dizer, abre a boca para falar — e, de repente, a ideia some. O famoso “branco” é mais comum do que parece e costuma preocupar muita gente, mas, segundo especialistas, esses lapsos fazem parte do funcionamento natural do cérebro.
Por que isso acontece?
De acordo com o neurocirurgião Renato Andrade Chaves, esse esquecimento repentino ocorre quando o cérebro abandona subitamente o fluxo de pensamento diante de algo que ele interpreta como inesperado.
“Nesses momentos, o cérebro interrompe o fluxo para nos concentrarmos em uma situação potencialmente perigosa”.
explica o médico.
Esse mecanismo faz parte de uma estratégia evolutiva: o cérebro prioriza aquilo que considera mais urgente, mesmo que isso signifique interromper uma linha de raciocínio aparentemente simples.
Quando devo me preocupar?
Esses lapsos não têm relação direta com doenças como Alzheimer ou outras demências. Nesses quadros, o esquecimento é diferente: afeta significativamente a comunicação, a consciência e a autonomia do indivíduo.
No entanto, o alerta deve acender quando esses esquecimentos passam a ser:
- muito frequentes, especialmente em situações simples do cotidiano;
- acompanhados de mudanças repentinas de humor;
- associados a momentos depressivos constantes;
- referentes a palavras comuns ou fatos importantes para a pessoa.
Nesses casos, a avaliação médica é recomendada.
Como prevenir problemas de memória?
Para evitar falhas de memória e fortalecer a capacidade cognitiva, o especialista recomenda atividades que estimulem o cérebro e organizem a rotina. Entre elas:
- manter uma agenda ou aplicativo de lembretes;
- praticar leitura com regularidade;
- jogar videogames que demandem atenção e estratégia;
- fazer exercícios físicos;
- praticar meditação;
- tocar instrumentos musicais;
- acompanhar séries e conteúdos que estimulem o foco.
Essas atividades ajudam a treinar tanto a memória de curto prazo quanto a capacidade de concentração e organização mental.
