Um advogado de 33 anos é investigado por suspeita de agredir a própria namorada, uma cabo da Polícia Militar da mesma idade, dentro do apartamento onde ele mora no bairro Ataíde, em Vila Velha. O episódio teria ocorrido na noite do último sábado (07), após uma confraternização realizada no imóvel.
De acordo com o relato da policial, a violência teria começado depois do encerramento da festa organizada pelo próprio advogado para celebrar o aniversário dela e também o primeiro ano de relacionamento do casal. O suspeito foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, mas acabou liberado após depoimento.
Discussão teria começado após término da comemoração
Segundo a vítima, a comemoração reuniu familiares e ocorreu sem incidentes. No entanto, após a saída dos convidados, enquanto ela organizava seus pertences para retornar para casa, teria ocorrido uma discussão entre os dois.
A policial contou que o advogado questionou o motivo de ela estar arrumando as malas para ir embora. Durante a discussão, segundo o relato da vítima, o homem teria jogado os objetos no chão e, em seguida, passado a agir de forma agressiva.
De acordo com a cabo da PM, o suspeito teria segurado seus braços com força, puxado seus cabelos e batido repetidamente sua cabeça contra a parede do apartamento.
Vítima afirma que agressões continuaram na área comum do prédio
Após o episódio dentro do imóvel, a policial relatou que conseguiu sair do apartamento e entrou no elevador do prédio para tentar deixar o local.
Segundo ela, o advogado também entrou no elevador e manteve comportamento aparentemente tranquilo enquanto o equipamento era monitorado por câmeras de segurança.
A vítima afirma, no entanto, que ao chegarem ao térreo, em uma área com pouca iluminação, as agressões teriam continuado.
Ela relatou que o suspeito teria desferido chutes contra suas pernas, momento em que começou a pedir ajuda em voz alta.
A cabo da Polícia Militar afirma que nunca havia sofrido agressões do companheiro anteriormente e que o relacionamento não apresentava histórico de violência.

Polícia Militar foi acionada e caso levado à delegacia
Após os gritos de socorro, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender à ocorrência. O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Vila Velha para prestar esclarecimentos.
Em contato com a imprensa, o advogado negou as acusações e afirmou que não houve agressão.
Suspeito prestou depoimento e foi liberado
Segundo a Polícia Civil, o homem foi ouvido pela autoridade policial e liberado em seguida. A corporação informou que, naquele momento, não foram identificados elementos suficientes para caracterizar uma prisão em flagrante.
Inconformada com a decisão, a policial procurou posteriormente a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Vila Velha em busca de esclarecimentos sobre o procedimento adotado.
A vítima afirma que apresentou registros fotográficos das lesões e indicou testemunhas que poderiam confirmar sua versão dos fatos.
Delegacia da Mulher conduz investigação
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso passou a ser apurado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, responsável por investigar ocorrências relacionadas à violência doméstica e familiar.
As diligências devem incluir a análise de provas, oitiva de testemunhas e demais procedimentos necessários para esclarecer as circunstâncias do episódio. Caso sejam confirmados indícios de crime, o inquérito poderá resultar no indiciamento do suspeito.
Créditos de apuração e reportagem
A presente reportagem foi elaborada com base nas informações apuradas e publicadas pelo jornal Folha Vitória. Nossa equipe utilizou os dados obtidos por esse veículo como referência principal para a construção desta reportagem.
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