Uma ocorrência policial registrada na noite desta última sexta-feira (03), no bairro Areinha, em Viana, terminou com a morte de Pablo Barbosa Meneses, de 29 anos. O caso, classificado como intervenção de agente do Estado, provocou revolta de moradores e levantou questionamentos por parte da família da vítima.
Segundo a Polícia Militar, equipes realizavam patrulhamento tático na região após denúncias sobre a presença de indivíduos armados envolvidos com o tráfico de drogas nas proximidades de uma escadaria conhecida no bairro.
Versão da Polícia Militar
De acordo com os militares, ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos teriam fugido e efetuado disparos contra a equipe policial. Diante da suposta agressão, os policiais revidaram, e Pablo acabou sendo atingido.
Ele foi socorrido pelos próprios agentes e encaminhado ao Pronto Atendimento de Arlindo Villaschi, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
A Polícia Civil informou que o disparo atingiu a cabeça da vítima. Ainda conforme o registro da ocorrência, uma arma de fogo teria sido apreendida com o homem, além de porções de substância semelhante à maconha.
Família e moradores contestam versão
A versão apresentada pela Polícia Militar é contestada por familiares e moradores da região. Segundo relatos repassados à TV Vitória/Record, Pablo não estaria armado e não teria reagido durante a abordagem.
Uma tia da vítima, falando em nome dos pais, afirmou que ele não tinha envolvimento com o tráfico de drogas. No entanto, o boletim de ocorrência aponta que o homem seria gerente de uma facção criminosa local após a prisão do irmão — informação também questionada pela família.
Protesto e interdição de rodovia
Após a confirmação da morte, moradores da região realizaram um protesto que impactou o tráfego na BR-262. Pneus foram incendiados na pista como forma de manifestação contra a ação policial.
Equipes da Polícia Militar foram mobilizadas para controlar a situação, conter os manifestantes e garantir a segurança no local.
Caso será investigado pelo DEHPP
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção de agente do Estado e será investigado pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da ação, confrontando a versão policial com os relatos apresentados por testemunhas e familiares.
