Uma mulher de 30 anos foi assassinada a tiros na noite da última quinta-feira (14), na Aldeia Córrego do Ouro, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A vítima foi identificada como Angélica Coutinho da Vitória e, segundo a Polícia Militar, foi encontrada morta na porta da residência onde morava com o companheiro.
De acordo com a corporação, Angélica foi atingida por um disparo de revólver calibre 32 na cabeça e morreu ainda no local.
Suspeito foi levado à delegacia pelo cacique da aldeia
Segundo a Polícia Militar, após o crime, o próprio cacique da aldeia conduziu o suspeito e a arma utilizada no homicídio até a delegacia da região.
Em depoimento aos policiais, o homem relatou que havia discutido com Angélica momentos antes do disparo.
Ainda conforme a versão apresentada pelo suspeito, durante a briga a mulher teria o atingido com uma panela.
Ele afirmou que pegou o revólver apenas para intimidar a companheira, mas alegou que a vítima tentou tomar a arma, instante em que o disparo aconteceu.
Polícia encontrou mais armas dentro da residência
Durante buscas realizadas na casa do casal, os militares localizaram outras duas armas de fogo.
Segundo a ocorrência, foram apreendidas uma espingarda calibre 28 e outra arma calibre 32.
Além das armas, os policiais recolheram 10 munições calibre 32, sete munições calibre 28 e uma munição calibre 32 deflagrada.
Todo o material foi encaminhado para a delegacia.
Homem foi autuado por feminicídio
O suspeito foi conduzido para a 13ª Delegacia Regional de Aracruz, onde acabou autuado em flagrante pelos crimes de feminicídio e posse ilegal de arma de fogo.
Após os procedimentos de praxe, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP), onde permanece à disposição da Justiça.
Corpo foi levado para necropsia
O corpo de Angélica Coutinho da Vitória foi removido e encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Linhares.
A vítima passará por exames de necropsia antes da liberação para os familiares.
O caso seguirá sob investigação das autoridades policiais.
