Uma jovem de 27 anos morreu após se envolver em um grave acidente entre uma motocicleta e um veículo de passeio na noite desta última quinta-feira (28), no bairro Vila Nova, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A vítima foi identificada como Elis Coutinho Saldanha, formada em Administração e recepcionista de um hospital da cidade. Ela deixa uma criança pequena.
A colisão aconteceu na Avenida Venâncio Flores e mobilizou equipes de resgate e policiais militares. A notícia da morte rapidamente se espalhou pela cidade e provocou forte comoção entre familiares, amigos, colegas de trabalho e membros da igreja frequentada pela jovem.
Motorista relatou conversão antes da colisão
Segundo informações da Polícia Militar, o motorista do carro, um idoso de 73 anos, contou que trafegava pela avenida quando realizou uma conversão à esquerda. Durante a manobra, houve a colisão com a motocicleta conduzida por Elis.
O impacto foi violento e a jovem não resistiu aos ferimentos. O motorista permaneceu no local após o acidente, prestou esclarecimentos aos policiais e realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool.
Após o atendimento da ocorrência, ele foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento.

Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente
A Polícia Civil informou que o condutor do veículo foi ouvido e posteriormente liberado, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro. De acordo com a corporação, não havia elementos que justificassem prisão em flagrante, já que o motorista permaneceu no local e colaborou com os procedimentos policiais.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Aracruz, que deverá apurar as circunstâncias da colisão e eventuais responsabilidades no acidente.
Comoção tomou conta das redes sociais
A morte precoce de Elis Coutinho Saldanha gerou uma onda de homenagens nas redes sociais. Amigos, colegas e moradores de Aracruz lamentaram profundamente a perda da jovem, descrita como uma pessoa tranquila, carinhosa e sempre disposta a ajudar.
Pessoas próximas afirmaram que Elis era muito ligada à família e mantinha forte conexão com as origens indígenas da comunidade de Irajá. Também era conhecida pelo jeito acolhedor e pela facilidade em construir amizades.
“Era uma menina de coração enorme, muito querida por todos. Sempre tinha um sorriso no rosto.”
escreveu uma amiga nas redes sociais.
Membros da igreja frequentada pela jovem também manifestaram tristeza e solidariedade à família após a tragédia.
Enquanto a investigação prossegue, familiares e amigos se despedem de Elis em meio à dor causada pela perda repentina da jovem, que era considerada muito querida na cidade.
