Uma mulher de 26 anos, investigada pelo assassinato de Aguilar Pigatti, de 64 anos, foi presa na tarde desta terça-feira (02) após comparecer à 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo. Ela é apontada pela Polícia Civil como responsável pela morte do idoso, ocorrida no dia 28 de abril deste ano, no distrito de Nestor Gomes, em São Mateus, no Norte do Estado.
O mandado de prisão temporária foi expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São Mateus após a conclusão de uma série de diligências realizadas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus. Segundo a investigação, há indícios consistentes de autoria e elementos que apontam para a premeditação do crime.
Idoso foi encontrado morto com múltiplas perfurações
O homicídio foi registrado na residência da vítima, localizada em Nestor Gomes. Na ocasião, Aguilar Pigatti foi encontrado sem vida na área externa do imóvel, apresentando diversas perfurações provocadas por arma branca.
De acordo com a Polícia Civil, os ferimentos atingiram principalmente as regiões do tórax e das costas, além de um golpe na garganta. A brutalidade do crime chamou a atenção dos investigadores desde os primeiros levantamentos realizados no local.
As apurações indicam que a suspeita teria invadido a propriedade e atacado o idoso com diversos golpes de faca, sem que ele tivesse chances de reação. Nossa reportagem publicou a matéria após o ocorrido. Confira abaixo e relembre os detalhes do caso.
Vídeo: mulher exibe faca ensanguentada após matar idoso brutalmente a facadas em São Mateus
Relação anterior entre vítima e investigada
Segundo as investigações, a mulher já havia trabalhado para a família de Aguilar Pigatti como cuidadora de um familiar. A proximidade anterior entre os dois passou a ser analisada pelos policiais durante a apuração do caso.
Conforme levantado pela equipe da DHPP, a investigada vinha realizando ameaças contra a vítima nos dias que antecederam o homicídio, informação que reforçou a linha investigativa adotada pela Polícia Civil.
Polícia descarta versão apresentada pela suspeita
Durante os depoimentos e diligências, a mulher alegou ter sido vítima de estupro e apresentou essa versão como justificativa para o assassinato.
Entretanto, segundo o delegado Marcelo Cruz, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de São Mateus, as provas reunidas durante a investigação não sustentam a narrativa apresentada pela investigada.
“As investigações também apontaram a tentativa de construção de um álibi fraudulento para encobrir a autoria, além da prática de ameaças contra testemunhas relacionadas ao caso.”
afirmou o delegado.
Ainda de acordo com Marcelo Cruz, os elementos obtidos pela polícia demonstram que o crime foi planejado previamente, afastando a hipótese de uma ação motivada por reação imediata a algum episódio recente.
Cerco policial levou suspeita a se apresentar
Após tomarem conhecimento de que equipes da Polícia Civil realizavam buscas contínuas para localizá-la, a investigada decidiu comparecer espontaneamente à delegacia de Nova Venécia.
No local, os policiais deram cumprimento ao mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Após os procedimentos legais, ela foi encaminhada ao sistema prisional feminino, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
A mulher deverá responder por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Investigações continuam
Apesar da prisão, a Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes que envolvem o assassinato de Aguilar Pigatti.
Os investigadores seguem analisando provas, depoimentos e demais elementos reunidos ao longo do inquérito para concluir a motivação do crime e fortalecer o conjunto probatório que será encaminhado à Justiça.
