Um homem foi preso na tarde desta quinta-feira (11) em Atílio Vivácqua, município do Sul do Espírito Santo, acusado de estuprar a própria sobrinha durante aproximadamente cinco anos. Os crimes teriam começado quando a menina tinha cerca de 10 anos de idade e ocorreram em Cachoeiro de Itapemirim. A vítima, hoje com 15 anos, só revelou os abusos após relatar a situação a pessoas da escola onde estuda. A prisão foi realizada pela Polícia Civil com base em mandado de prisão preventiva.
Vítima revelou o crime na escola após anos de silêncio
O caso veio à tona em 2025, quando a adolescente, então com 15 anos, finalmente revelou para pessoas de sua escola o que vinha sofrendo há anos dentro do próprio núcleo familiar. Segundo a Polícia Civil, o silêncio da vítima por todo esse período foi motivado pelo medo — sentimento comum em casos de abuso intrafamiliar, nos quais o agressor ocupa uma posição de confiança e autoridade sobre a criança.
Ao tomar conhecimento dos fatos, a mãe da menina registrou imediatamente um boletim de ocorrência, o que deu início formal às investigações policiais. As apurações confirmaram que os abusos se estenderam por cerca de cinco anos, período em que a vítima conviveu repetidamente com o agressor.
Suspeito fugiu para cidade vizinha ao ser descoberto
Assim que a família tomou ciência dos crimes, o suspeito deixou Cachoeiro de Itapemirim e se mudou para Atílio Vivácqua, município localizado a aproximadamente 40 quilômetros de distância. A mudança repentina, no entanto, não foi suficiente para impedir sua responsabilização criminal.
Com as investigações concluídas e o mandado de prisão preventiva em mãos, equipes da Polícia Civil localizaram e detiveram o homem em Atílio Vivácqua nesta quinta-feira (11). Após ser conduzido à delegacia para os procedimentos cabíveis, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Identidade dos envolvidos é preservada
Os nomes do suspeito, da vítima e o bairro onde os crimes ocorreram em Cachoeiro de Itapemirim não foram divulgados pelas autoridades. A medida segue o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), legislação que proíbe a identificação de menores vítimas de crimes, garantindo a proteção e a privacidade da adolescente.
Casos de abuso sexual intrafamiliar figuram entre os mais subnotificados no Brasil. Especialistas em proteção infantil destacam que o ambiente familiar, quando se torna palco de violência, cria barreiras emocionais severas que impedem as vítimas de buscar ajuda — especialmente quando o agressor é uma figura próxima, como um familiar direto.
Canal de denúncias
Casos de violência ou abuso contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100, serviço gratuito, sigiloso e disponível 24 horas por dia, operado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
