O corpo de Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, foi sepultado na noite desta sexta-feira (31), no Cemitério de Carangola, em Minas Gerais, cidade onde ela nasceu. O velório e o sepultamento tiveram início por volta das 19h, encerrando um período de aproximadamente três semanas de angústia para familiares e amigos, desde o desaparecimento da mulher, no início de julho.
Monique foi encontrada morta no dia 24 de julho, enterrada dentro da casa onde vivia com o companheiro, em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo. O caso veio à tona depois que o próprio namorado, Mário Almeida Pinto, de 46 anos, procurou espontaneamente a Polícia Civil, confessou o crime e indicou aos investigadores o local onde havia escondido o corpo.
A descoberta causou forte comoção pela maneira como o cadáver foi ocultado. Depois de matar Monique, segundo as informações da investigação, Mário enterrou o corpo em um dos cômodos da residência e permaneceu vivendo no imóvel onde o crime havia acontecido.
Corpo ficou escondido dentro da própria residência
Para dificultar que o corpo fosse encontrado, o suspeito teria tomado medidas para esconder o local onde Monique foi enterrada.
Depois de colocar o corpo sob a terra, ele refez o contrapiso do cômodo e instalou um novo piso cerâmico por cima, tentando ocultar qualquer sinal de que havia uma pessoa enterrada naquele ponto da residência.
A estratégia fez com que o corpo permanecesse escondido até que o próprio investigado procurasse a Polícia Civil e revelasse o que havia acontecido.
A partir da confissão, policiais seguiram até o imóvel acompanhados de Mário, que apontou exatamente o local onde havia enterrado Monique. Nossa reportagem publicou a matéria após o ocorrido. Confira abaixo e relembre os detalhes do caso.
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Desaparecimento durou cerca de 20 dias
Monique estava desaparecida desde 7 de julho. Durante o período em que a família procurava informações sobre seu paradeiro, o corpo permanecia dentro da residência onde ela vivia.
A ausência da mulher levou familiares a procurarem as autoridades e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Dias depois, a apresentação espontânea de Mário mudou o rumo das investigações. O homem confessou o assassinato e revelou que havia enterrado o corpo da companheira dentro da própria casa.
Monique foi localizada e retirada do imóvel no dia 24 de julho, uma semana antes do sepultamento.

Companheiro confessou o feminicídio
Mário Almeida Pinto, de 46 anos, apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil e confessou ter matado Monique.
Após revelar o crime e indicar onde o corpo estava escondido, ele foi preso.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que buscam esclarecer todas as circunstâncias envolvendo a morte da mulher.
Despedida aconteceu em Carangola
Após os procedimentos necessários, o corpo de Monique foi liberado para os familiares na manhã desta última sexta-feira (31).
A despedida aconteceu em Carangola, Minas Gerais, município onde ela nasceu. O velório teve início às 19h, seguido do sepultamento no cemitério da cidade.
Para os familiares, o momento marcou o fim de uma espera dolorosa iniciada no dia 7 de julho, quando Monique desapareceu, e encerrada de forma trágica com a localização do corpo enterrado dentro da própria casa.
O crime provocou repercussão no Espírito Santo diante da gravidade do caso e da forma como o corpo foi escondido pelo companheiro, que, segundo as informações apresentadas à polícia, chegou a permanecer na residência após o assassinato e realizou alterações no piso para dificultar a localização do cadáver.
As investigações continuam para esclarecer completamente o crime e suas circunstâncias.
