A população de Linhares está em alerta diante da investigação de um possível surto de doença respiratória no Hospital Geral de Linhares (HGL), no Norte do Espírito Santo. Até o momento, oito pessoas apresentaram sintomas compatíveis, mas ainda não há confirmação sobre qual agente pode estar provocando os quadros.
A situação passou a ser acompanhada de forma conjunta pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), pelo Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde (Cievs), pelo Hospital Geral de Linhares e pela Vigilância Epidemiológica municipal.
Na manhã desta quarta-feira (09), representantes das instituições se reuniram para alinhar as ações de investigação e tentar identificar a origem do problema que vem deixando moradores e funcionários preocupados.
Oito pessoas apresentam sintomas
Segundo a Sesa, oito pessoas foram identificadas até o momento com sintomas compatíveis com uma doença respiratória.
A causa ainda é desconhecida. Amostras estão sendo coletadas para que sejam realizadas análises capazes de identificar o agente responsável pelos quadros.
A secretaria informou que um monitoramento foi iniciado justamente para verificar se a situação caracteriza ou não um surto de doença respiratória.
“Foram identificados, até o momento, oito indivíduos com sintomas compatíveis e um monitoramento foi iniciado para verificar se este se trata de um surto de doença respiratória. A etiologia ainda é desconhecida e amostras estão sendo coletadas para identificação do agente causador.”
explicou a pasta.
Funcionária relata sintomas entre trabalhadores
Uma funcionária do Hospital Geral de Linhares, que preferiu não se identificar, afirmou que está entre as pessoas que apresentaram sintomas.
Segundo ela, os trabalhadores afetados atuam na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, apesar da investigação, o setor não foi fechado.
A funcionária contou que os primeiros casos foram detectados no dia 28 de agosto e que a situação passou a ser investigada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) na segunda-feira (07).
“Já somos sete funcionários da UTI contaminados. E o hospital não interditou o setor.”
destacou.
De acordo com o relato da trabalhadora, os funcionários apresentam sintomas em comum, entre eles febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações, dor na região do tórax, dificuldade para respirar, boca amarga, urina avermelhada e calafrio.
Ela também afirmou que ainda não foi possível descobrir se o agente responsável pelos quadros é um vírus, uma bactéria ou um fungo.
“Não foi descoberto ainda se é vírus, bactéria ou fungos.”
completou.
Hospital reforça medidas de prevenção
O Hospital Geral de Linhares informou que acompanha os funcionários que apresentam sintomas e reforçou as medidas de prevenção dentro da unidade.
Entre as ações adotadas estão a higienização das mãos, utilização de máscaras, limpeza dos ambientes e atenção aos sistemas de climatização.
A instituição ressaltou que continua funcionando normalmente, seguindo as orientações da Vigilância Epidemiológica.
O hospital também informou que não há registro de pacientes internados na UTI com sintomas semelhantes aos apresentados pelos colaboradores que apresentaram os quadros. Por esse motivo, o setor permanece funcionando normalmente.
Investigação é acompanhada pela Sesa e pelo município
A Secretaria de Estado da Saúde confirmou que tem conhecimento dos casos registrados no HGL e informou que atua em conjunto com o município na investigação.
A reunião realizada na manhã desta quarta-feira (09) contou com representantes do Cievs, do Hospital Geral de Linhares e da Vigilância Epidemiológica municipal, que discutiram e alinharam as ações necessárias para o acompanhamento da situação.
Tanto a Sesa quanto o hospital afirmaram que continuam monitorando os casos.
Até o momento, não há confirmação sobre a origem da doença ou sobre o agente responsável pelos sintomas. As amostras coletadas serão utilizadas na tentativa de esclarecer essa questão.
A Sesa informou ainda que eventuais novas medidas serão adotadas conforme a evolução da investigação e seguindo as orientações técnicas da vigilância em saúde.
