A morte de Cintia Renata da Silva, de 41 anos, dentro da própria residência, no bairro Bonfim, em Vitória, inicialmente tratada como um possível suicídio, foi esclarecida pela Polícia Civil. A investigação apontou que a mulher foi vítima de feminicídio, cometido a facadas pelo ex-companheiro, um homem que não teve o nome divulgado. Ele foi preso no mesmo dia do crime, em 3 de setembro, após a polícia identificar indícios que contrariavam a primeira hipótese levantada para o caso.
O corpo de Cintia foi encontrado pelo próprio filho dentro da residência. A Polícia Civil foi acionada inicialmente para atender a uma ocorrência registrada como possível suicídio, mas a análise do local feita pela Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) mudou completamente o rumo da investigação.
Perícia encontrou sinais de violência
Durante os trabalhos periciais, foram identificadas diversas lesões provocadas por golpes de faca. Segundo o perito criminal Wescley Silva, da PCIES, Cintia foi atingida aproximadamente 16 vezes na região torácica.
Além dos ferimentos no tórax, a perícia identificou lesões na carótida direita e no lado esquerdo da face.
Um dos elementos considerados decisivos para afastar a possibilidade de suicídio foi uma lesão localizada em uma região que, segundo o perito, não poderia ter sido provocada pela própria vítima nas circunstâncias analisadas.
“Tinha uma lesão atrás da axila direita, um local que é fisicamente impossível para alguém que está se autoagredindo realizar. Também tem lesão de auto defesa, que é determinante.”
detalhou Wescley.
A presença de lesões de defesa também foi apontada pela perícia como um indicativo de que a mulher teria tentado se proteger durante o ataque.
Investigação chegou ao ex-companheiro
Com a constatação de que a morte havia sido provocada por violência, a investigação passou a tratar o caso como feminicídio.
Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que Cintia e o ex-companheiro mantiveram um relacionamento conturbado.
Durante a apuração, os investigadores também identificaram contradições no relato apresentado pelo homem. Segundo a Polícia Civil, ele teria mentido ao informar onde estava no momento em que Cintia foi morta.
Os elementos reunidos durante a investigação levaram à prisão do suspeito ainda no mesmo dia, 3 de setembro, data em que o crime ocorreu.
Caso inicialmente levantou suspeita de suicídio
A primeira informação recebida pelas autoridades apontava para uma possível morte autoprovocada. Entretanto, a análise técnica do cenário e dos ferimentos encontrados no corpo revelou características incompatíveis com essa hipótese.
A perícia teve papel fundamental para esclarecer a dinâmica da morte e apontar que Cintia havia sido assassinada.
O caso passou, então, a ser investigado como feminicídio, tendo o ex-companheiro como suspeito preso.
