Uma noite de violência terminou com um homem morto e uma mulher baleada na cabeça no bairro Campo Verde, em Cariacica, na noite desta terça-feira (15). Anderlan dos Reis Oliveira foi atingido por 16 disparos e morreu. Durante o ataque, a ambulante Zilda Teixeira de Aguiar, que trabalhava na região, também acabou ferida.
Segundo a Polícia Militar, criminosos passaram atirando contra Anderlan. Os disparos, porém, também atingiram Zilda, que não seria o alvo da ação e foi atingida enquanto trabalhava.
A ambulante foi socorrida consciente e lúcida para o Pronto Atendimento de Alto Laje. Depois, devido ao ferimento na cabeça, foi encaminhada ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.
Até a última atualização da reportagem, não havia novas informações oficiais sobre o estado de saúde da mulher.

Disparos atingiram comércio da região
Além de atingir as duas vítimas, os tiros também acertaram vidraças de estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades.
O ataque provocou apreensão entre moradores da região, que presenciaram a sequência de disparos durante a noite.
Durante o atendimento da ocorrência, um familiar de Anderlan relatou aos policiais que ele não tinha envolvimento com o tráfico de drogas.

Vítima tinha histórico no sistema prisional
Apesar do relato feito pelo familiar, a Secretaria de Justiça informou que Anderlan possuía passagens pelo sistema prisional do Espírito Santo desde 2011.
Segundo a pasta, os registros estavam relacionados aos crimes de tráfico de drogas e furto. Anderlan estava em liberdade desde agosto de 2025.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Vitória, onde passou pelos procedimentos necessários antes de ser liberado para os familiares.
Caso está sendo investigado
A Polícia Civil informou que o caso continua sob investigação. Até o momento, ninguém foi preso.
As circunstâncias do ataque, a identificação dos envolvidos e a motivação dos disparos deverão ser esclarecidas durante as investigações.
Polícia pede ajuda à população
A Polícia Civil solicita que qualquer informação que possa contribuir para a identificação dos responsáveis seja repassada às autoridades.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. O sigilo é absoluto, e a participação da população é considerada fundamental para auxiliar nas investigações.
