A morte de Janety Alves, de 40 anos, terminou com a prisão do namorado dela, Ruan Souza da Silva, de 19 anos, em Montanha, no Norte do Espírito Santo. Monitora de ônibus escolar e mãe de três filhos, Janety foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Cypreste, na noite desta quinta-feira (17).
Ruan, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito desde o início da apuração, fugiu após o crime. Na tarde desta sexta-feira (18), porém, ele se apresentou espontaneamente na delegacia depois de descobrir que estava sendo procurado.
Vizinhos ouviram pedido de socorro
A Polícia Militar foi acionada após moradores relatarem ter ouvido uma discussão no imóvel. Segundo as testemunhas, em meio à situação, uma mulher chegou a gritar por socorro.
Pouco depois, os moradores ouviram o barulho de um disparo.
Quando os militares chegaram ao apartamento, encontraram Janety caída e já sem vida. Ela apresentava um ferimento no peito provocado por arma de fogo.
Testemunhas também relataram ter visto duas pessoas deixando o local em uma motocicleta logo após o crime.
Os policiais realizaram buscas pela região, mas não conseguiram localizar os envolvidos naquele primeiro momento.
Namorado confessou o disparo
Durante a investigação, Ruan passou a ser considerado o principal suspeito. De acordo com o delegado Waldir Marins, da Polícia Civil, o relacionamento entre os dois havia começado aproximadamente três meses antes.
Após se entregar à polícia, o jovem prestou depoimento e, segundo o delegado, admitiu ter efetuado o disparo que matou Janety.
“Durante o depoimento, o suspeito confessou ter efetuado o disparo, mas alegou que o tiro foi acidental.”
afirmou Waldir Marins.
A versão apresentada pelo suspeito será analisada no decorrer da investigação.

Suspeito já tinha registro por violência doméstica
Ainda segundo o delegado, Ruan já possuía uma passagem pela polícia por violência doméstica, com base na Lei Maria da Penha, em um caso envolvendo a própria mãe.
A Polícia Civil agora apura as circunstâncias da morte de Janety e os acontecimentos que antecederam o disparo.
Família lamenta morte de Janety
O irmão da vítima contou que a morte foi inesperada e destacou a rotina de trabalho e dedicação de Janety aos filhos.
“Ela era muito trabalhadora, sempre cuidou bem dos filhos.”
afirmou o familiar.
Janety trabalhava como monitora de ônibus escolar e deixou três filhos.
O corpo dela foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Linhares, para os procedimentos necessários.
Suspeito permanece preso
Depois de se apresentar na delegacia, Ruan foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP).
O jovem permanece à disposição da Justiça.
