Um açougueiro de 36 anos foi baleado várias vezes na manhã desta quarta-feira (30), no bairro Jardim Carapina, no município da Serra. O ataque aconteceu por volta das 6h13, na Rua Atílio Vivaqua, próximo ao local onde a vítima trabalhava.
O homem foi encontrado gravemente ferido e recebeu os primeiros atendimentos de uma equipe do SAMU. Devido à gravidade dos ferimentos, ele precisou ser intubado ainda no local antes de ser levado ao Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, onde passou por atendimento médico e aguardava condições para uma cirurgia.
A Polícia Militar esteve na região, mas o responsável pelos disparos conseguiu fugir.
Atirador chamou a vítima antes dos disparos
As circunstâncias do crime ainda são investigadas e, até o momento, a motivação permanece desconhecida.
Testemunhas relataram que um carro branco parou em frente ao estabelecimento. Em seguida, uma pessoa teria chamado o açougueiro pelo nome e, logo depois, vários disparos foram efetuados.
O autor do ataque fugiu após atirar contra a vítima.
O homem trabalha há quase sete anos na empresa de churrasquinhos. Para a família e os responsáveis pelo estabelecimento, ainda não há uma explicação para o ataque.
Celular desapareceu após o crime
Um dos pontos que chamou a atenção dos familiares e dos policiais foi o fato de o celular da vítima não ter sido encontrado quando a equipe chegou ao local.
Uma familiar, que preferiu não ser identificada, contou que o aparelho não estava com o açougueiro. A ausência do telefone levantou entre os familiares a possibilidade de que ele possa ter mantido algum contato antes de sair de casa ou antes do ataque, mas essa hipótese ainda não foi confirmada pela investigação.
A própria família aguarda esclarecimentos sobre o que teria acontecido antes dos disparos.
“O policial que veio aqui conversou com a gente e perguntou por que, mas a gente também não tem uma resposta. O pessoal tá falando que ele é envolvido com droga, mas não é, nunca foi, sempre foi trabalhador desde os 13 anos.”
afirmou uma familiar.
Vítima chegou mais cedo ao trabalho
Outro detalhe que passou a fazer parte das dúvidas em torno do caso foi uma mudança na rotina do açougueiro.
Segundo familiares, o horário habitual de trabalho dele começava por volta das 6h30. Nesta quarta-feira, porém, ele chegou ao estabelecimento por volta das 6h, antes do horário de costume.
A família afirmou que o homem normalmente levava a neta do patrão à escola, retornava para casa e tomava café antes de seguir para o trabalho.
“O horário dele pegar no espetinho é às 6h30, porque ele leva a neta do patrão na escola, mas volta para casa e toma café. A gente tá achando que alguém ligou para ele.”
relatou a familiar.
O proprietário da empresa, segundo as informações repassadas pela família, não soube explicar por que o funcionário chegou mais cedo naquele dia.
Estado de saúde é gravíssimo
Os disparos provocaram diversos ferimentos. Segundo o relato de uma familiar, a vítima teria sido atingida por três tiros na cabeça, um na axila e um no lado esquerdo do peito.
“São muitos ferimentos, três tiros na cabeça, um na axila, um no peito esquerdo, o estado dele só Deus mesmo. Ele está entubado, estão tentando estabilizar ele para tentar uma cirurgia, mas o estado é gravíssimo.”
lamentou.
O açougueiro permanece em estado crítico no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves.
Família contesta rumores sobre envolvimento com drogas
Após o ataque, começaram a circular comentários em grupos de WhatsApp apontando um suposto envolvimento da vítima com atividades criminosas.
A informação, no entanto, foi contestada pelos familiares, que afirmaram que o homem sempre trabalhou e negaram qualquer ligação dele com drogas ou outras atividades ilícitas.
A motivação do crime ainda não foi esclarecida.
DHPP investiga o ataque
A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra.
Até o momento, nenhum suspeito foi detido.
A investigação deverá apurar, entre outros pontos, quem chamou a vítima antes dos disparos, a identidade do responsável pelo ataque, a motivação e o que aconteceu com o celular do açougueiro.
Polícia pede ajuda à população
A Polícia Civil orienta que qualquer pessoa que tenha informações capazes de ajudar na identificação do autor ou no esclarecimento do crime procure o Disque-Denúncia 181.
As informações podem ser repassadas de forma anônima, com garantia de sigilo. A participação da população pode contribuir para o avanço das investigações.
