Uma mulher grávida de oito meses foi agredida pelo companheiro na noite de domingo (09), no bairro Argolas, em Vila Velha. Segundo o boletim de ocorrência, o homem chegou em casa alterado, após passar o dia consumindo drogas e álcool durante uma comemoração familiar em Cariacica.
Discussão e agressões
De acordo com o relato da vítima à Polícia Militar, a discussão começou quando ela reclamou com o marido sobre o uso de entorpecentes. O homem teria reagido com violência, empurrando e tentando estrangulá-la.
As agressões só foram interrompidas porque os filhos adolescentes do casal intervieram para defender a mãe.
Histórico de violência doméstica
A mulher contou que sofre com episódios de agressões há mais de duas décadas. Ao longo dos 23 anos de relacionamento. Em depoimento, revelou que perdeu um bebê no início deste ano, quando estava com cinco meses de gestação, também após ser agredida pelo marido. A atual gravidez, segundo ela, é de alto risco.
Ameaça de incêndio
Ainda segundo a vítima, o agressor chegou a ameaçar incendiar o quarto do bebê com gasolina comprada para abastecer a moto.
Homem manso na frente dos militares
Quando a polícia chegou ao local, o homem manteve-se calmo e cooperativo diante dos militares, sendo conduzido à delegacia sem o uso de algemas. Ele foi autuado em flagrante e encaminhado ao sistema prisional.
A mulher solicitou medida protetiva e afirmou não ter intenção de reatar o relacionamento.
Repercussão nas redes sociais
O caso causou indignação nas redes sociais. Um internauta comentou:
“O cara bate na mulher há 23 anos, mas quando a polícia chega fica manso? Cadê a braveza dele?
disse um leitor.
Outro seguidor escreveu:
“Não dá para acreditar que levaram o homem sem algemas. Ele deveria ser algemado dos pés à cabeça para aprender a não bater em mulher.
afirmou outro rapaz.
Denúncias e apoio
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, que oferece orientação e acolhimento às vítimas.
A Lei Maria da Penha garante medidas protetivas, como afastamento do agressor, proibição de contato e suporte de assistência social. Em situações de emergência, a vítima ou testemunhas também podem acionar o 190.
