O Espírito Santo acaba de dar um passo histórico na luta contra o pó preto, poluente que há anos afeta a qualidade de vida de milhares de moradores da Grande Vitória. A inovação que promete revolucionar o controle da poluição do ar é 100% capixaba — e coloca o Estado na vanguarda mundial da tecnologia ambiental.
Tecnologia capixaba inédita
Desenvolvido pela empresa EcoSoft, sediada no bairro Santa Lúcia, em Vitória, o novo monitor eletrônico batizado de Ecops é o único equipamento no mundo capaz de medir, em tempo real, a poeira sedimentável — aquela que se acumula em casas, janelas e veículos.
O primeiro exemplar do Ecops foi instalado no dia 17 de outubro, no bairro Ilha do Boi, em Vitória, onde funciona o Hotel Senac. Até o fim de 2025, outros três equipamentos serão instalados nas estações do Ibes, em Vila Velha, Jardim Camburi, em Vitória e Vila Capixaba, em Cariacica.

Expansão e monitoramento
De acordo com Mário Louzada, diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), outras quatro unidades entrarão em funcionamento no primeiro trimestre de 2026, nas estações de Laranjeiras, Cidade Continental e Carapina, no município da Serra, além da Enseada do Suá, em Vitória.
O projeto é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), o Iema e as empresas Vale e ArcelorMittal, que serão responsáveis pelo financiamento, instalação e manutenção dos equipamentos. O Iema ficará encarregado da fiscalização e gestão dos dados coletados.
Avanço tecnológico
Segundo o engenheiro Luiz Cláudio Santolin, sócio da EcoSoft e um dos criadores do Ecops, a tecnologia muda completamente o conceito de monitoramento do pó preto:
“Antes, a medição era feita de forma manual, com potes deixados ao ar livre por 30 dias e posterior análise em laboratório. Agora, o aparelho faz leituras a cada dois segundos e gera relatórios automáticos a cada hora. O que antes demorava um mês, agora o órgão ambiental saberá em tempo real — e poderá agir imediatamente”.
explica Santolin.
O sistema capixaba foi desenvolvido após testes com um equipamento francês que não apresentou resultados satisfatórios nas condições locais, reforçando o potencial da inovação produzida no Espírito Santo.

Orgulho capixaba
Para o deputado Fabrício Gandini (PSD), presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, a conquista é motivo de orgulho e um marco para a ciência capixaba:
“Essa conquista é resultado do trabalho de fiscalização que fazemos à frente do colegiado. É uma vitória da ciência capixaba e da transparência. Ter uma tecnologia criada aqui, que vai proteger a saúde da população e dar respostas rápidas sobre a qualidade do ar, é um marco histórico para o Espírito Santo”.
afirmou Gandini.
Com a criação do Ecops, o Espírito Santo se destaca nacional e internacionalmente, trazendo inovação tecnológica, sustentabilidade e orgulho para os capixabas — e inaugurando uma nova era de monitoramento ambiental no país.
