Após dias de buscas, a Polícia Civil do Espírito Santo prendeu Luan dos Santos Braz, de 29 anos, suspeito de matar a namorada Rayana Bittencourt de Oliveira Rios da Silva, de 36. O crime aconteceu na madrugada do último domingo (09), dentro da casa da vítima, no bairro Residencial Jacaraípe, no município da Serra, na frente dos filhos dela.
A prisão ocorreu nesta quarta-feira (12) em uma área de mata, no bairro Nova Almeida, também na Serra. Segundo a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), Luan estava escondido no local desde o dia do crime. Familiares do suspeito teriam colaborado com a polícia, indicando o local onde ele se encontrava.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). Após ser capturado, Luan foi levado para o Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória, onde presta depoimento. A Polícia Civil deve divulgar mais detalhes nas próximas horas.
Relembre o caso que chocou o Espírito Santo
Rayana Bittencourt, administradora de 36 anos, foi morta a facadas dentro de casa, na frente dos filhos. Segundo testemunhas, o namorado dela, Luan, seria o autor do crime. Um motociclista de aplicativo, de 42 anos, que havia levado a filha da vítima até o local, também foi atacado e ferido no abdômen. Nossa reportagem publicou a matéria após o ocorrido. Confira abaixo e relembre os detalhes do caso.
Mulher é brutalmente assassinada a facadas pelo namorado na frente dos filhos na Serra
Veículo localizado
No dia seguinte ao feminicídio, o carro de Luan foi encontrado abandonado na região de Nova Almeida, próximo a um sítio. Familiares da vítima chegaram a fazer buscas por conta própria e localizaram o veículo, mas o suspeito ainda estava foragido.
Protesto por justiça
Na noite de terça-feira (11), amigos e familiares de Rayana realizaram um protesto na Avenida Vitória, na Capital. Vestidos de branco e com cartazes pedindo por justiça, os manifestantes caminharam em silêncio.
Entre eles estava a filha de Rayana, Khauny Rios, que afirmou não conseguir dormir desde a morte da mãe e esperava, a qualquer momento, a prisão do suspeito.

Atenção e apoio
Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 180, que oferece orientação e acolhimento às mulheres em situação de risco. A Polícia Militar também pode ser acionada pelo 190.
A Lei Maria da Penha garante medidas protetivas, como o afastamento do agressor e a proibição de contato, além de acesso a serviços de assistência social e apoio psicológico.
