O corpo de um menino de 10 anos foi encontrado na manhã desta quinta-feira (05) no Rio Doce, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. A criança havia desaparecido na tarde de quarta-feira (04), após ser levada pela correnteza enquanto brincava no cais do bairro Aviso.
A vítima foi identificada como João Lucas Bermudes. O resgate foi realizado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros durante o segundo dia de buscas.
Desaparecimento ocorreu durante brincadeira no cais
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, João Lucas estava brincando com um amigo de 13 anos, pulando de barcos atracados no cais em direção à água. Em determinado momento, o menino acabou sendo arrastado pela correnteza do Rio Doce e desapareceu.
O adolescente que o acompanhava tentou ajudar, mas também foi levado pela força da água. Ele conseguiu sair do rio e pedir socorro a pessoas que estavam próximas ao local.
Buscas mobilizaram equipes especializadas
A equipe de salvamento aquático do Corpo de Bombeiros foi acionada ainda na tarde de quarta-feira, por volta das 15h, logo após o desaparecimento da criança. Militares realizaram buscas com embarcações e mergulhadores até o início da noite, concentrando os trabalhos na área do cais e em pontos de maior profundidade, mas sem sucesso.
As buscas foram retomadas nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (05), com reforço de mergulhadores especializados.
Corpo foi encontrado a cerca de 200 metros do local do afogamento
Por volta das 7h30, os bombeiros localizaram o corpo de João Lucas submerso, preso a galhos de árvores, a aproximadamente 200 metros do cais e a cerca de quatro metros de profundidade. Após a localização, os militares realizaram a retirada do corpo da água.
A família da criança acompanhou as buscas durante todo o trabalho de resgate, mas optou por não conceder entrevistas.
Polícia Científica realizou perícia no local
Uma equipe da Polícia Científica foi acionada e esteve no local para realizar a perícia. Após os procedimentos legais, o corpo foi encaminhado para os trâmites de praxe.
O caso reforça o alerta das autoridades sobre os riscos de banho e brincadeiras em áreas de forte correnteza, especialmente em rios de grande volume, como o Rio Doce.
