Um detento identificado como Guilherme Gonçalves da Silva, de 21 anos, foi brutalmente espancado até a morte dentro do Centro de Detenção Provisória de Guarapari (CDPG), unidade prisional localizada no município de Guarapari. O crime ocorreu na manhã da última terça-feira (30).
Guilherme estava preso havia cerca de seis meses, por tráfico de drogas, e havia dado entrada no sistema penitenciário no dia 25 de junho deste ano. Ele foi encontrado já sem vida no interior de uma cela.
Doze presos autuados pelo crime
De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), 12 detentos que dividiam a cela com a vítima foram ouvidos pela autoridade policial e autuados em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal, constrangimento ilegal, coação no curso do processo e fraude processual.
Após os procedimentos de praxe na Delegacia Regional de Guarapari, os suspeitos foram reencaminhados ao sistema prisional.
Vítima apresentava sinais de extrema violência
Ainda segundo a Sejus, Guilherme foi encontrado com sangramento na boca e no nariz, além de claros indícios de agressões físicas, o que confirma que ele foi espancado antes de morrer.
Durante a retirada dos presos da cela, um dos detentos tentou avançar contra os policiais penais, sendo necessário o uso de medidas de contenção para garantir a segurança da equipe.
Detento relatou medo de morrer
O preso contido alegou que ele e outros internos teriam sido agredidos durante a noite e demonstrou medo de sofrer represálias. Até o momento, não foi informado o que teria motivado o espancamento que resultou na morte do jovem.
O que diz a Sejus
Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Justiça informou que a direção da unidade prisional instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos e que todas as providências legais foram adotadas, incluindo a comunicação formal ao Poder Judiciário.
Idade dos presos autuados
Dos detentos autuados, quatro têm 27 anos, dois têm 31 anos, e os demais possuem 18, 20, 21, 22, 23 e 24 anos.
Corpo encaminhado ao IML
O corpo de Guilherme Gonçalves da Silva foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) da Polícia Científica, onde passará por exame de necropsia antes de ser liberado para os familiares.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer a dinâmica dos fatos e as circunstâncias que levaram à morte do detento.
