Um homem de 44 anos, identificado como Carlos Alberto da Silva, conhecido no bairro Resistência como “Carlão de Resistência”, foi assassinado a tiros na madrugada do último sábado (15), em Vitória. Foragido desde 2014, ele havia sido condenado por homicídio e assalto.
Histórico criminal
De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Carlão entrou no sistema prisional capixaba em 2011 pelos crimes de homicídio e roubo. Em janeiro de 2014, ele fugiu da Penitenciária Agrícola do Estado e, desde então, era considerado foragido.
Crime ocorreu perto da casa da vítima
O homicídio aconteceu na Rua América do Sul, a poucos metros de onde Carlão morava. No local, moradores se recusaram a comentar o caso, relatando medo devido ao aumento da violência e à presença do tráfico de drogas na região.
Clima de insegurança no bairro
Uma testemunha, que não quis se identificar, lamentou a mudança no bairro:
“Nosso bairro antigamente era bastante tranquilo, mas de uns anos para cá as coisas mudaram. Os traficantes andam nas ruas e nós temos medo. O próprio Carlão já aprontou bastante aqui antigamente; nem sei como ele voltou a morar aqui depois de tudo”.
disse.
Cena de destruição após os disparos
Na manhã do crime, ainda era possível ver os estragos causados pelos tiros. O vidro da janela de uma residência foi atingido, espalhando estilhaços pela calçada e deixando um cenário de tensão entre os moradores.
Família afirma que ele não tinha envolvimento atual com o tráfico
Durante a perícia, um homem que se apresentou como primo de Carlão afirmou aos policiais que o desenhista não tinha, atualmente, envolvimento com o tráfico de drogas. Ele também disse desconhecer a possível motivação do assassinato.
Investigação em andamento
A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.
O corpo de Carlos Alberto foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia e, posteriormente, será liberado para os familiares.
A polícia reforça que informações sobre o caso podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia, no número 181.
