Um idoso de 73 anos foi preso em flagrante por tráfico de drogas e corrupção de menores no bairro São José, em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo. Ele é suspeito de obrigar a própria neta, de apenas 14 anos, a vender entorpecentes para que pudesse continuar morando em sua residência. O caso foi descoberto após uma denúncia anônima.
Polícia Militar em ação
Segundo a Polícia Militar, a denúncia apontava intenso comércio de drogas em uma casa da região, com a possível participação de uma adolescente. Diante das informações, equipes foram até o local no fim da tarde da última terça-feira (30) e encontraram a jovem em frente ao imóvel.
Durante a abordagem, a adolescente relatou aos policiais que era forçada pelo avô a ajudá-lo na venda de drogas como condição para permanecer na residência. Ela também confessou estar portando material ilícito. Com a menor, foram apreendidos R$ 80 em dinheiro trocado e nove pedras de crack.
No interior da casa, os militares localizaram mais 38 pedras de crack, cinco porções de maconha, uma submetralhadora de fabricação caseira calibre .380 e 11 munições intactas do mesmo calibre.
Idoso localizado
O suspeito foi localizado pouco depois em uma rua próxima ao imóvel. Já conhecido da polícia por envolvimento anterior com o tráfico de drogas, o idoso estava com R$ 1.414 em dinheiro e mais 14 pedras de crack. Ainda de acordo com a PM, durante o deslocamento até a delegacia, o homem chegou a ameaçar um dos militares.
Autuado em flagrante
Os envolvidos foram encaminhados à Delegacia Regional de São Mateus. O idoso foi autuado em flagrante por tráfico de drogas majorado e corrupção de menores e, após os procedimentos legais, encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP), onde permanece à disposição da Justiça.
A adolescente assinou um Boletim de Ocorrência Circunstanciado por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas e foi reintegrada à família, após um parente assumir o compromisso de comparecer ao Ministério Público quando solicitado.
Identidade preservada
O nome do suspeito não foi divulgado para preservar a identidade da menor, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
