O Ministério Público do Espírito Santo decidiu não oferecer denúncia contra Luana Euzébio da Silva, de 57 anos, após a conclusão do inquérito policial sobre a morte de seu genro, Felipe Catanio de Araújo, de 32 anos, ocorrida no final de julho deste ano em Guarapari. A Polícia Civil concluiu que a sogra agiu em legítima defesa ao tentar proteger a filha e o neto de um ataque violento, encerrando o caso sem acusações contra ela.
Agressão inicial
De acordo com as investigações, Felipe teria agredido sua ex-mulher, mãe do bebê, com um soco-inglês durante uma discussão. Luana, mãe da mulher, interveio para defender a filha e o neto e golpeou o genro, que veio a falecer no local. O relatório final apontou que a atitude de Luana foi uma tentativa legítima de proteger sua família, e não houve indícios de premeditação por parte dela.
Provas cruciais
A investigação foi profundamente auxiliada por imagens de câmeras de segurança que registraram a ação. No vídeo, é possível ver a mãe do filho de Felipe com o bebê no colo, além de comprovar que a agressão inicial partiu dele. O vídeo viralizou rapidamente nas redes sociais no dia do crime, gerando grande repercussão. Nossa reportagem publicou a matéria após o ocorrido. Confira abaixo e relembre os detalhes do caso.
Vídeo: sogra mata genro com facada no peito para defender filha de agressões em Guarapari
Laudo pericial e decisão do Ministério Público
A perícia revelou que o soco-inglês utilizado por Felipe continha uma lâmina embutida, o que transformava a agressão em um ato potencialmente letal. Com base nesse laudo e nas gravações, a Polícia Civil concluiu que Luana não tinha a intenção de matar Felipe, mas sim de se defender e proteger sua filha e neto de um ataque iminente.
O Ministério Público, com base nas provas e nas conclusões da investigação, optou por não oferecer denúncia contra a sogra, o que resultou no encerramento do caso.
Impacto emocional e repercussão
Apesar da conclusão de que agiu em legítima defesa, Luana ainda está abalada emocionalmente pelo ocorrido. O advogado de defesa, Lucas Neto, explicou que, embora o reconhecimento legal da legítima defesa tenha trazido algum alívio, o sofrimento de Luana permanece.
“Ela não sente alívio, apenas tristeza. Foi um episódio trágico que ninguém gostaria de viver”.
afirmou.
O caso gerou grande repercussão no Espírito Santo, com ampla cobertura na mídia local devido à gravidade do ocorrido.
