Uma mulher de 32 anos foi vítima de violência doméstica no último domingo (02), após se recusar a ter relações sexuais com o companheiro. Segundo o relato da própria vítima, o homem a agrediu com socos, estrangulamento e ameaças com faca, além de raspar o cabelo dela rente ao couro cabeludo. As agressões ocorreram na presença dos três filhos, uma adolescente de 13 anos, uma menina de 5 anos e um bebê de 1 ano e 9 meses.
Mulher descreve momentos de terror dentro da casa
“Eu estava com uma sensação muito ruim, uma sensação de que eu ia morrer ali dentro. Eu olhava para o lado, para o outro, e via sangue na parede. A gente pediu, pelo amor de Deus, e ele falou que não, que eu não ia sair dali, que ele não ia deixar eu sair dali viva, falou que ia cortar meus dedos também”.
disse a mulher totalmente abalada.
Homem violento
A vítima contou que, após uma discussão, o homem armou-se na cozinha, a arrastou para o banheiro e começou a agredi-la.
“Ele me jogou no chão e começou a me empurrar com o pé para trás. Colocou o pé em cima do meu pescoço e começou a me enforcar com o pé; depois começou a bater forte no meu rosto também”.
afirmou.
Segundo o relato, ao dizer que preferia ter o cabelo cortado a ser morta, ela foi obrigada a ajoelhar-se enquanto o agressor passava a máquina.
As ameaças foram feitas inclusive direcionadas à filha da vítima:
“Se eu quiser matar sua mãe, eu mato sua mãe aqui agora e ninguém vai saber que eu sei matar sem deixar vestígio”.
Teria dito o homem, segundo a mulher. Um dos filhos chegou a implorar pela vida da mãe durante a violência.
Histórico de agressões
A vítima relatou que o relacionamento, iniciado há cerca de oito meses, passou a ser marcado por episódios de agressão já a partir do primeiro mês de convivência. Ela disse ainda que nunca havia denunciado antes por medo das ameaças recorrentes do companheiro, que afirmava às vezes que outras parceiras também não o tinham denunciado.
Após a agressão de domingo, a mulher e os filhos mudaram-se para outra região por temor de represálias. O suspeito não foi localizado até o momento e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Investigação e apelo da polícia
A corporação reforça à população que colabore com informações que possam ajudar a localizar o suspeito, por meio do Disque-Denúncia 181, garantindo sigilo. Quem presenciar ou tiver informações sobre violência doméstica também pode procurar a delegacia mais próxima ou acionar o número 180 (Central de Atendimento à Mulher) para receber orientação e acolhimento.
Apoio e direitos
Mulheres em situação de violência doméstica têm direito a medidas de proteção previstas pela Lei Maria da Penha — entre elas o afastamento do agressor do lar, proibição de contato e medidas emergenciais de proteção. É recomendável procurar atendimento policial e suporte de serviços de assistência social e de rede de proteção local.
O caso segue sob investigação. A reportagem tentou contato com a Polícia Civil para mais detalhes sobre as diligências, mas até a publicação desta matéria não houve atualizações sobre a ocorrência.
