O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28), a Operação Staged II, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, para aprofundar as investigações sobre uma suposta fraude processual envolvendo uma ocorrência policial registrada como intervenção com resultado morte. A ação teve como alvo agentes públicos suspeitos de alterar a cena do caso para criar uma falsa aparência de legitimidade na atuação policial investigada.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeiro de Itapemirim. As diligências ocorreram em diferentes pontos do município e mobilizaram um efetivo de 46 policiais militares.
Segundo o MPES, os elementos reunidos até o momento apontam indícios de que a cena da ocorrência teria sido manipulada após os fatos. A suspeita é de que alterações tenham sido realizadas com o objetivo de sustentar a versão de uma suposta troca de tiros envolvendo a vítima.
Investigação é conduzida por forças integradas
A Operação Staged II foi coordenada pela Promotoria de Justiça Criminal de Cachoeiro de Itapemirim, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPES), da Assessoria Militar do MPES, da Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), do Batalhão de Missões Especiais (BME) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC).
Em nota, o Ministério Público destacou que a atuação conjunta das instituições busca garantir “a completa elucidação dos fatos, a adoção das medidas legais cabíveis e o fortalecimento dos mecanismos de controle, legalidade e transparência na atividade de segurança pública”.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre os locais exatos das buscas nem a identidade dos investigados, em razão do sigilo judicial que envolve o caso.

Primeira fase da operação teve prisões temporárias
Esta é a segunda etapa da investigação conduzida pelo MPES. A primeira fase da Operação Staged foi realizada no dia 19 de dezembro de 2025, quando foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária.
Na ocasião, as investigações já apontavam possíveis irregularidades relacionadas à ocorrência policial que resultou em morte. Com o avanço das apurações, novos elementos teriam reforçado a linha investigativa sobre a possível adulteração da cena do crime.
Caso segue sob sigilo judicial
O Ministério Público informou que o procedimento investigatório continua em andamento e tramita sob sigilo judicial para preservar as diligências ainda em curso e garantir a integridade da apuração.
Até o momento, não houve divulgação sobre possíveis denúncias formais, afastamentos ou novas medidas cautelares relacionadas aos investigados.
