O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou nesta segunda-feira (02) que renunciará ao cargo para disputar uma das vagas ao Senado nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Palácio Anchieta, sede do governo estadual, em Vitória.
De acordo com o governador, a saída será formalizada até o dia 4 de abril, prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para desincompatibilização de ocupantes de cargos no Executivo que pretendem concorrer a mandatos eletivos. A legislação determina afastamento seis meses antes do primeiro turno, previsto para 4 de outubro.
Transição no Executivo estadual
Com a renúncia, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) assumirá o comando do Estado. Ele é pré-candidato ao governo nas próximas eleições e deverá conduzir a administração até o fim do mandato.
Durante a coletiva, Casagrande afirmou que a transição ocorrerá ao longo do mês de março.
“Faço isso com muita tranquilidade e segurança, porque quem vai assumir o mandato é Ricardo Ferraço. Essa transição ocorrerá ao longo de todo o mês de março. Deixo o mandato no início de abril”.
declarou.
Ferraço é o nome apoiado pelo atual governo na disputa pelo Palácio Anchieta e deve manter as diretrizes administrativas implementadas nos últimos anos.
Contexto histórico
Desde 1986, o Estado não registrava renúncia de um governador para disputar o Senado. Naquele ano, Gerson Camata deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Casa Legislativa federal. À época, o vice José Moraes assumiu o comando do Executivo estadual, permanecendo no cargo entre maio de 1986 e março de 1987.
A decisão de Casagrande reabre um movimento político semelhante após quase quatro décadas.
Cenário eleitoral
Com a confirmação da candidatura ao Senado, o governador passa a integrar oficialmente o cenário eleitoral de 2026 no Estado. A disputa promete reorganizar alianças partidárias e ampliar o debate sobre a sucessão no Executivo estadual.
Caso Ricardo Ferraço vença as eleições para o governo, será eleito para um segundo mandato consecutivo e, conforme as regras constitucionais, ficará impedido de disputar nova reeleição em 2030.
O prazo final para desincompatibilização de candidatos às eleições de 2026 se encerra em 4 de abril, data limite para a formalização da renúncia de Casagrande ao cargo.
