Duas mulheres foram presas em flagrante neste último sábado (19), em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, após serem impedidas de entrar com maconha no Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. As ocorrências aconteceram em momentos diferentes, durante a fiscalização de visitantes na unidade prisional.
As duas mulheres seriam companheiras de detentos e passaram pelo scanner corporal antes de terem acesso ao presídio. O equipamento apontou alterações que levantaram a suspeita de que havia material escondido no corpo.
Duas abordagens ocorreram em cerca de meia hora
A primeira ocorrência foi registrada por volta das 10h. Durante a fiscalização, o scanner identificou uma alteração e a visitante foi submetida à averiguação.
Segundo o registro policial, foram encontrados aproximadamente 50 gramas de maconha na região íntima.
Cerca de 30 minutos depois, por volta das 10h30, uma segunda mulher passou pelo procedimento de entrada e também apresentou uma alteração no scanner.
Na averiguação, os agentes localizaram outros 51 gramas de maconha, igualmente escondidos na região íntima.
Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 101 gramas da droga nas duas ocorrências.

Mulheres disseram que receberiam dinheiro
Durante o atendimento dos casos, as duas visitantes apresentaram versões semelhantes sobre a origem dos entorpecentes.
Segundo os relatos registrados pela polícia, cada uma teria sido abordada separadamente, do lado de fora do CDP, por uma pessoa que não conhecia. Essas pessoas teriam oferecido uma recompensa em dinheiro para que as mulheres levassem a droga para dentro da unidade.
As duas afirmaram que não se conheciam e não tinham qualquer relação entre si.
A origem dos entorpecentes e a identidade das pessoas que teriam feito as abordagens serão investigadas pela Polícia Civil.
Detentas? Não: visitantes foram presas em flagrante
Após a localização das drogas, as duas mulheres foram encaminhadas à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto.
Elas foram presas em flagrante e posteriormente encaminhadas para uma unidade prisional, onde permaneceram à disposição da Justiça.
Presídio abriu investigação interna
Além da investigação conduzida pela Polícia Civil, o próprio CDP instaurou um procedimento interno para verificar se houve eventual participação dos detentos que seriam visitados pelas mulheres.
A apuração deverá buscar esclarecer se os presos tinham conhecimento ou envolvimento com a tentativa de entrada dos entorpecentes.
As investigações continuam.
