Um policial penal de 50 anos foi preso em flagrante na última terça-feira (21), suspeito de agredir e ameaçar de morte a própria filha, de 12 anos, no bairro Ponta da Fruta, em Vila Velha. A adolescente apresentava marcas de agressão, especialmente no pescoço, e relatou aos policiais uma rotina de ameaças dentro da residência.
De acordo com a Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncia de uma possível briga familiar. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o homem do lado de fora da casa, com sinais de embriaguez e escoriações pelo corpo.
Versões conflitantes e relato da vítima
Inicialmente, o suspeito afirmou que teria sido ferido pela filha durante um desentendimento, alegando que a situação já estava resolvida. No entanto, a versão levantou suspeitas entre os militares, que decidiram ouvir a adolescente separadamente.
Em depoimento, a jovem descreveu um cenário de violência recorrente e afirmou que vinha sendo ameaçada constantemente pelo pai.
“Ele disse que um dos dois morreria.”
relatou a adolescente aos policiais.
Segundo o relato, durante a discussão mais recente, o homem teria segurado o pescoço da filha e encostado uma faca nela. Em um ato de desespero, a menina conseguiu se soltar, pegou outra faca para se defender e se trancou em um dos cômodos da casa até a chegada da polícia.
Resistência e operação para conter o suspeito
Diante da gravidade das acusações, os policiais tentaram abordar o homem, que se recusou a sair da residência e passou a resistir à ação policial. Com o risco de ele estar armado, outras equipes foram acionadas para reforçar a ocorrência.
As tentativas de negociação não surtiram efeito, e os militares precisaram intervir.
“Foi necessário o uso de arma de choque e spray de pimenta para conter o suspeito.”
informaram os agentes que participaram da ação.
Mesmo após ser imobilizado e algemado, o homem manteve comportamento agressivo.
Ameaças persistiram após a prisão
Segundo os policiais militares, o suspeito continuou fazendo ameaças graves contra a própria filha, mesmo depois de detido.
“Ele gritava que arrancaria a cabeça da menina, se fosse necessário.”
relataram os agentes envolvidos na ocorrência.
A postura reforçou a gravidade da situação e o risco à integridade da adolescente.
Atendimento médico e encaminhamentos
Após ser contido, o policial penal foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra, onde recebeu atendimento devido às escoriações. Em seguida, foi encaminhado à Delegacia Regional de Vila Velha.
Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal, ameaça e resistência, com base na Lei Maria da Penha.
A adolescente, por sua vez, foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória, para realização de exames periciais. Abalada, ela foi acompanhada por familiares durante todo o procedimento.
A mãe da jovem esteve na delegacia e assumiu a responsabilidade pela filha, mas preferiu não comentar o caso.
Investigação e desdobramentos
O caso segue sob investigação das autoridades policiais, que devem apurar a extensão das agressões e se havia histórico de violência doméstica na família.
