O comerciante Odevaldo Ferreira, de 49 anos, foi assassinado a tiros dentro do próprio bar, no bairro Santa Paula II, em Vila Velha, na madrugada desta sexta-feira (01). Segundo testemunhas, o crime aconteceu após a vítima impedir que um cliente entrasse no banheiro feminino do estabelecimento. O principal suspeito, identificado como Ronaldo Antônio da Silva, foi preso horas depois escondido em uma residência na região da Grande Terra Vermelha.
Discussão começou após cliente ser impedido de entrar em banheiro feminino
De acordo com relatos de testemunhas, a confusão começou quando Odevaldo tentou impedir que Ronaldo utilizasse o banheiro feminino do bar.
Os dois passaram a discutir e chegaram a entrar em luta corporal diante dos frequentadores do estabelecimento.
Após a confusão, o suspeito deixou o local enquanto funcionários e clientes organizavam o bar, que havia ficado bagunçado durante a treta frenética no local.
Suspeito voltou armado e executou comerciante
Pouco tempo depois, Ronaldo retornou ao estabelecimento acompanhado de outro homem.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação.
Nas gravações, o suspeito aparece caminhando pelo local e, em determinado momento, saca a arma da cintura e golpeia a vítima com uma coronhada na cabeça.
Na sequência, ele efetua dois disparos no peito de Odevaldo.
“Ele voltou decidido a matar.”
relatou um morador da região.
Após os tiros, o suspeito guardou a arma e deixou o local tranquilamente.
Vídeos do crime causaram revolta nas redes sociais
As imagens da execução começaram a circular rapidamente nas redes sociais e provocaram forte repercussão pela frieza do suspeito.
Em um dos vídeos, Ronaldo aparece olhando diretamente para a câmera de segurança segundos antes de atirar contra a vítima. Nossa equipe teve acesso ao vídeo que mostra o momento exato do ocorrido. Confira o vídeo.
Vídeo Instagram ES na Fita:
Comerciante morreu a caminho da UPA
Odevaldo Ferreira chegou a ser socorrido por pessoas que estavam no bar e foi levado às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra.
No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto.
Conhecido como “Ferreira” pelos moradores do bairro, o comerciante mantinha o estabelecimento em funcionamento há cerca de 20 anos e era bastante conhecido na comunidade.
Ele deixa quatro filhos, incluindo duas crianças de 10 e 7 anos.
Moradores da região lamentaram o assassinato e descreveram Odevaldo como um trabalhador respeitado no bairro.

Suspeito foi localizado escondido em casa
Horas após o crime, equipes policiais localizaram Ronaldo Antônio da Silva escondido em uma residência na região da Grande Terra Vermelha, também em Vila Velha.
Segundo a polícia, ele foi preso em flagrante e encaminhado ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A expectativa é de que, após o depoimento e os procedimentos de praxe, ele seja transferido para o sistema prisional.

Velório será realizado no próprio bar da vítima
Familiares de Odevaldo estiveram no Instituto Médico-Legal (IML) durante a manhã desta sexta-feira para providenciar a liberação do corpo.
No local, receberam a informação sobre a prisão do suspeito.
Segundo parentes, o velório será realizado no próprio bar da vítima, em Santa Paula II, local onde ele trabalhou durante duas décadas.
O sepultamento está previsto para ocorrer no cemitério de Santa Inês.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil informou que o homicídio segue sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames antes de ser liberado oficialmente para a família.
Atualização sobre o caso
Novas informações foram divulgadas pela polícia.
Irmão de suspeito de matar dono de bar em Vila Velha também é preso pela polícia
A investigação sobre o assassinato do comerciante Odevaldo Ferreira ganhou um novo desdobramento. A Polícia Civil prendeu Reginaldo Menezes da Silva, irmão de Ronaldo Antônio da Silva, apontado como autor dos disparos que mataram o dono do bar no bairro Santa Paula II, em Vila Velha.
Segundo a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, Reginaldo não apenas participou da confusão, como também teria incentivado o irmão durante o crime. As investigações apontam que o assassinato aconteceu após uma discussão iniciada quando a vítima advertiu Ronaldo por utilizar o banheiro feminino do estabelecimento.
Câmeras flagraram comportamento dos irmãos após os disparos
De acordo com o delegado Adriano Fernandes, imagens de videomonitoramento foram fundamentais para a prisão dos suspeitos. Conforme a polícia, as gravações mostram que Reginaldo acompanhou toda a ação e, em nenhum momento, tentou impedir o crime.
A Polícia Civil afirma ainda que, logo após os disparos, os irmãos deixaram o local tranquilamente. Segundo o delegado, as imagens mostram uma reação considerada “fria” pelos investigadores, o que reforçou a linha de investigação sobre a participação direta de Reginaldo no homicídio.
Horas depois do assassinato, os dois foram localizados e presos em uma chácara na região do Xuri, também em Vila Velha.
Polícia descarta hipótese de legítima defesa
Durante coletiva de imprensa, o delegado responsável pelo caso afirmou que a tese de legítima defesa não se sustenta diante das provas já reunidas.
Segundo a investigação, Odevaldo inicialmente apenas conversava com Ronaldo sobre o uso indevido do banheiro feminino quando as agressões começaram. A polícia aponta que Ronaldo e Reginaldo partiram para cima do comerciante durante a discussão.
Após a confusão, Ronaldo teria deixado o bar, ido até o carro buscar uma arma e retornado ao estabelecimento poucos instantes depois. Ainda conforme a DHPP, ele voltou decidido a executar a vítima e efetuou os disparos sem retomar qualquer diálogo.
Suspeito disse ter descartado arma usada no crime
A Polícia Civil informou que a arma utilizada no homicídio era ilegal. Após o crime, Ronaldo relatou aos investigadores que teria descartado o armamento durante a fuga.
O delegado Adriano Fernandes também revelou que o suspeito já teve registro de arma anteriormente, mas perdeu o direito à posse após comunicar o furto de outro armamento.
Os irmãos ainda devem prestar depoimento oficialmente. Ronaldo poderá responder por homicídio qualificado, enquanto Reginaldo deve ser investigado por participação direta no assassinato.
